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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)

Pará registra oito assassinatos por dia

EXECUÇÕES
Direitos humanos apontam existência de grupos de extermínio de jovens no Estado
DILSON PIMENTEL
Da Redação

Três pessoas são assassinadas, todo dia, na Região Metropolitana de Belém. No ano passado, houve 2.913 homicídios no Pará, dos quais 1.033 apenas na RMB. A média no estado é de oitos assassinatos por dia. Os movimentos sociais afirmam que há um verdadeiro extermínio de jovens. O governo estadual garante que quase 500 vidas foram preservadas, em todo o Estado, em 2011, se comparado com o ano anterior. O mototaxista Alex Pereira Raiol, 30 anos, não teve a sorte de estar entre os que foram poupados. Ele economizava para comprar um carro e foi assassinado em janeiro deste ano, na Pedreira. Deixou esposa e duas filhas, de 8 e 10 anos. 'Entrego nas mãos de Deus, que tarda mas não falha', resigna-se a viúva, Sônia do Rosário Natividade Ferreira, 39 anos. 'Quero justiça', apela a viúva, que foi casada com Alex por 11 anos. A Polícia investiga a hipótese de crime passional - Alex teria relação com uma mulher cujo ex-companheiro não aceitava a separação.
Muitas vezes, as famílias de pessoas executadas se mudam por causa do trauma e do medo. Os parentes do estudante Manoel Raimundo Marques de Jesus, 21 anos, assassinado, a tiros, no último dia 3, no conjunto Campos Elíseos, no Tapanã. A família acredita que o alvo era o irmão da vítima, envolvido em crimes. Manoel foi morto por engano. Na terça-feira passada, a reportagem voltou ao local do crime. Moradores contaram que a família se mudou após o homicídio, com receio de um novo ataque. Os vizinhos disseram não saber do paradeiro dos parentes de Manoel. O mesmo ocorreu com a mãe e o irmão de um adolescente de 17 anos, assassinado a tiros, em janeiro, no Guamá. Neste caso, segundo apurou a reportagem, ele saiu de casa para fazer um roubo e arrecadar dinheiro para comemorar seus 18 anos, poucos dias depois, mas foi assassinado por dois homens, que imaginaram que ele iria roubar a motocicleta de um traficante - o jovem, no entanto, já havia assaltado uma pessoa e levado o celular.
'A violência não é democrática, nem homogênea, em que pese a classe média e a elite serem vítimas ocasionais. Ao contrário do que se possa crer, a violência não atinge a todos de forma igual e indistinta', diz o secretário-geral da Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos (SDDH), Marcelo Costa. 'São os mais pobres, das periferias urbanas, jovens, homens e negros que são desigual e desproporcionalmente os mais vitimizados pela violência, onde o emprego de arma de fogo é o mais utilizado', diz ele, para afirmar a tese de que está havendo um extermínio de adolescentes e jovens na Região Metropolitana de Belém e, também, no Estado. Marcelo Costa afirma que esses crimes acontecem 'com a omissão do Estado, visto que outros Estados tomaram iniciativas e têm enfrentado com firmeza esses grupos, infringindo duras derrotas às suas ações criminosas, com diminuição dos índices de violência, a exemplo do Rio de Janeiro e de São Paulo que, ao final da última década, já ostentam a posição de Estados menos violentos do País', diz ele.
                                                         
                                                                               Belém 12 de Fevereiro de 2012

Um Segredo Revelado

Redescoberto na Flona do Purus espécie de sagui misterioso
O biólogo Ricardo Sampaio, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  – ICMBio, em Boca do Acre (AM), em parceria com o primatólogo José de Sousa e Silva Junior (pesquisador do Museu Emílio Goeldi) e o ecólogo Fábio Röhe (pesquisador da Wildlife Conservation Society-WCS Brasil), descobriu na Flona do Purus uma espécie de sagui que até então era um mistério científico. Agora eles estão empenhados em preencher a lacuna científica – descrever o Saguinus fuscicollis cruzlimai com base em uma série de espécimes com origem geográfica conhecida.


Até o momento da redescoberta, o macaco havia sido descrito apenas com base em um desenho e seu local de ocorrência era desconhecido
No ano de 2011, Ricardo Sampaio desenvolveu um estudo na FLONA do Purus, apoiado e financiado pelo ICMBio, onde fez vários registros de primatas e coletou quatro espécimes do Saguinus fuscicollis cruzlimai, depositando o neótipo no INPA e os outros três exemplares no Museu Emílio Goeldi.
 

Um exemplar deste animal foi exibido na exposição permanente do Museu Goeldi até os anos 1940, quando misteriosamente desapareceu em um período no qual a Instituição ficou à míngua, até ser incorporada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Em três períodos históricos diferentes, os zoólogos Fernando Novaes, Philip Hershkovitz e José de Sousa (mais conhecido como Cazuza) fizeram buscas para tentar localizar o exemplar, com resultados negativos.
 

O único registro histórico conhecido da espécie até então estava uma ilustração feita por Eládio Cruz Lima no livro “Primatas da Amazônia”, publicado em 1945 pelo Museu Goeldi. Foi a partir do desenho de Cruz Lima que Hershkovitz fez a primeira descrição do sagui que agora vai ganhar sua descrição definitiva.

O que a Imprensa esconde a Internet expõe

E há quem ainda pense que pode controlar a opinião pública a partir da imprensa. Em tempos onde quase a metade da população do país já tem acesso à internet, usa ostensivamente redes sociais e lê “blogs sujos”, a Televisão vai se tornando cada vez mais mero lugar de entretenimento, jornais só para embrulhar peixe e revistas para afagar os corações da elite ignorante.
O José Serra e sua trupe tentou esconder os escândalos das privatizações e acreditou que bastava controlar a imprensa para o livro “A Privataria Tucana” passar batido. Mas a internet deu-lhe o tombo.
Se você não sabe do que se trata o livro, recomendo que pare de assistir o Jornal Nacional, pare de comprar Veja e Folha de São Paulo e vá ler algo que preste. (ou você ainda acredita em conto de fadas?):

Com os smartphones, as pessoas não estão mais apenas onde se encontram. Metade está ali, a outra metade mergulha no pequeno aparelho.

Uma charge em recente número da revista The New Yorker mostrava uma animada mulher, ao telefone, convidando os amigos para uma festinha em sua casa. “Vai ser daquelas reuniões com todo mundo olhando para seu iPhone”, ela diz.
O leitor captou? A leitora achou graça? Cartunistas são mais rápidos do que antropólogos e mais diretos do que romancistas. Captam o fenômeno quase no momento mesmo em que vem à luz.
O fenômeno em questão é o poder magnético dos iPhones, BlackBerries e similares. O ato de compra desses aparelhinhos é um contrato que vincula mais que casamento. As pessoas se obrigam a partilhar a vida com eles.
Na charge da New Yorker, a mulher estava convidando para uma festa em que, ela sabia — e até se entusiasmava com isso —, as pessoas ficariam olhando para seus iPhones ainda mais do que umas para as outras. É assim, desde a sensacional erupção dos tais aparelhinhos, e não só nas ocasiões sociais.
Até nas sessões do Supremo
O mesmo ocorre nas reuniões de trabalho. Chegam os participantes e cada um já vai depositando à mesa o respectivo smartphone (o nome do gênero a que pertencem as espécies). Dali para a frente, será um olho lá e outro cá, um na reunião e outro na telinha. Não dá para desgarrar dela. De repente pode chegar uma mensagem, aparecer uma notícia importante, surgir a necessidade de uma consulta no Google.
O que vale para reuniões sociais e de trabalho vale também para as sessões do Supremo Tribunal Federal. Quem assistiu pela TV Justiça, na semana passada, ao início do julgamento das competências do Conselho Nacional de Justiça, assistiu a uma cena exemplar.
Falava o representante da Associação dos Magistrados Brasileiros. A TV Justiça, com seu apego pela câmera parada, modelo Jean-Luc Godard, enquadrava o orador e, atrás dele, quatro cadeiras da primeira fila da assistência.
Três delas estavam ocupadas, a primeira por uma moça que, coitada, não conseguia se livrar de um ataque de espirros, e as outras duas por cavalheiros cujo tormento, igualmente compulsivo, era não conseguir se livrar dos smartphones. (Se o leitor ainda não se deu conta, o melhor, na TV Justiça ou na TV Câmara, é observar o que se passa ao fundo.)
Os dois cavalheiros apresentavam reações características do Homo connectus. Um olho lá, outro cá. De vez em quando, um deles guardava o telefoninho no bolso. Será que agora vai sossegar? Não; minutos depois, sacava-o de novo. E se chega uma mensagem? Uma notícia?
Às vezes o smartphone exigia mais que um simples olhar. Requeria o afago dos dedos, naquele gesto que antes servia para espanar uma sujeirinha na roupa, e hoje é o modo de conversar com a telinha.
Quando o representante da Associação dos Magistrados terminou o discurso, veio ocupar a cadeira que estava vazia. Agora era sua vez! Sacou o smartphone e, olho lá e olho cá, ele o põe no bolso, tira, olha, consulta de novo, enquanto o orador seguinte se apresentava.
Silenciosos, os smartphones são socialmente mais aceitáveis
O telefoninho esperto vem provocando decisivas alterações na ordem das coisas. O ser humano é instigado a desenvolver novas habilidades, como a de tocar na tela e conduzi-la ao fim desejado, sem que desande, furiosa e insubmissa.
Implantam-se novos hábitos sociais. No tempo do celular puro e simples, aquele bicho que só telefonava, havia restrições a seu uso. Não em ambientes mais debochados, como a Câmara dos Deputados por exemplo, onde sempre foi e continua a ser usado sem peias.
Em lugares de maior compostura, os celulares são evitados porque fazem barulho — disparam a tocar campainhas ou musiquinhas e só permitem comunicação via voz. Já os smartphones podem ser desativados na função telefone mas continuar, em respeitoso silêncio, na função telinha.
Daí serem socialmente mais aceitáveis.


 "O smartphone parte a pessoa aomeio: metade dela está na festa, metade no smartphone"

Há uma grande desvantagem, porém.
O aparelhinho parte a pessoa ao meio. Metade dela está na festa, metade no smartphone. Concluída sua oração, metade do senhor da Associação dos Magistrados continuou na sessão do Supremo, metade evadiu-se para o aparelhinho.
Pode ser que o aparelhinho lhe tenha trazido informações fundamentais para sua causa. Mas pode ser também que tenha perdido informações fundamentais, ao não acompanhar o orador seguinte. Qual o remédio, para a divisão da pessoa em duas, metade ela mesma, metade seu smartphone?
Se abrir mão do aparelhinho está fora de questão, como fazer?
Abrir mão do aparelhinho, depois de todas as facilidades que trouxe, está fora de questão. Se é para abrir mão de um dos dois lados, que seja o da pessoa. Por exemplo: inventando-se um smartphone capaz de sugá-la e reproduzi-la em seu bojo. As reuniões sociais, as de trabalho e as sessões do Supremo seriam feitas só de smartphones, sem a intermediação humana.

Vai dizer que nunca fez isso? 



É por isso que dormir de conchinha é vantajoso apenas para mulheres.


Você pode ter visto cenas como essas várias vezes, mas não lembra…

Esse chocoflex é muito bom mesmo !

Onda de frio causa mortes na Europa e no Japão

Uma mulher de guarda-chuva anda por ruas enquanto a neve cai na periferia de Skopje, Macedônia, no dia 6 de fevereiro. A Europa sofre há cerca de dez dias com o frio rigoroso, o tempo já causou por volta de 360 mortes por hipotermia.

 

 
Neve cobriu barcos e congelou uma parte do rio Sava em Belgrado, Sérvia, no dia 7 de fevereiro de 2012. Oficiais da emergencia sérvia disseram que usarão explosivos para quebrar o gelo dos rios Danúbio e Ibar para prevenir que não haja navegação.


 Depois de uma tempestade, estalactites se formaram e neve cobriu a cidade Semboku, Japão, no dia 5 de fevereiro de 2012.


 
Pessoas alimentam pássaros em um parque em Bucareste, capital da Romênia, em 30 de janeiro. As temperaturas tem chegado aos 27°C negativos e o número de óbitos já chegou a 14. 

Pessoas andam sob uma tempestade de neve em Istambul, na Turquia, em 30 de janeiro. Uma intensa tempestade de neve cobriu a cidade, de 15 milhões de habitantes, paralisando atividades diárias, interrompendo o tráfego e dificultando o transporte. Oficiais dizem que pelo menos 200 voos foram cancelados.

 

Um esquilo passou um longo dia de inverno no parque histórico Yildiz, em Istambul, no dia 31 de janeiro. Autoridades climáticas preveem que se a neve continuar nos próximos dias Istambul será paralisada e estradas serão fechadas no lado oriental da Turquia.

 

O pastor de 30 anos, Mehmet Angishan, ordenha suas ovelhas em um monte coberto de neve nas proximidades da capital de Ancara, na Turquia.

 

A onda de frio também atinge o Japão. Ao menos 53 pessoas já morreram no país. Na foto, o novo marco da arqutetura de Tóquio, Tokyo Sky Tree, paira sobre os outros prédios coberto por neve em 24 de janeiro. A maior torre do Japão mede 634 metros e será aberta em maio desse ano. 

 

Um homem retira neve da calçada de uma rua perto da usina nuclear de Takahama, no município de Fukui, oeste do Japão, em 26 de janeiro. Peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) começaram a primeira inspeção nas usinas nucleares que sofreram com o terremoto de 2011, um passo decisivo para reiniciar dezenas de usinas que estavam fechadas desde o desastre em Fukushima.

 

Pessoas passeiam sob arvores cobertas de neve proximo ao lago Lugano, na Suiça. Depois de um periodo relativamente ameno, o clima frio tem castigado a Europa Oriental.

 

Bonde passa por um beco coberto de neve em Milão em 1º de fevereiro. A neve cobriu a Itália no que promete ser a semana mais fria em 27 anos no país, forçando o fechamento de estradas e dificultando o trânsito nas cidades de Bologna e Milão.